PSICOLOGIA E I.A: UMA RELAÇÃO SIMBIÓTICA
Em 2017, comecei a falar sobre psicologia da inteligência artificial, psicologia do Bitcoin, robótica, tecnologia espacial, entre outros temas. E tenho refletido muito sobre como tudo isso se tornou algo palpável em 2026.
A tecnologia e a exposição têm, a cada dia, se aproximado mais, trazendo resultados muito interessantes como o software de um brasileiro que identifica possíveis fraudes políticas minerando dados públicos, ou ainda a forma como empresas têm tratado os dados das pessoas, como nos casos de farmácias que comercializavam dados de clientes.
Pensando nisso, tenho buscado entender o futuro para saber para onde estamos caminhando. E acredito que, cada vez mais, precisamos olhar para a psicologia do anonimato ou algo nessa direção.
Neste momento, temos vivenciado experiências de hiperexposição, mas, certamente, também colheremos consequências negativas. Eu mesmo, se você digitar meu nome no Google, encontrará praticamente tudo sobre mim. mas será que eu realmente quero isso? Talvez antes sim, mas e agora? E as próximas gerações?
Penso que, com o avanço tecnológico, a exposição de dados, a capacidade de hackeamento e a exploração comercial das informações, a tendência no futuro não será o extremo oposto (ou seja, ausência total de exposição), mas sim o uso de dados criptografados para proteger informações pessoais sensíveis.
Um nome como o meu, “Harley”, pode vir a se tornar uma forma de identificação criptografada. Dessa forma, a hiperexposição será reduzida, e entraremos em um cenário mais íntimo no qual seremos, ao mesmo tempo, estudantes e protagonistas. Isso virá acompanhado de novos fenômenos, como relações entre pessoas e máquinas.
Isso já não é mais uma possibilidade, como parecia em 2017 é uma realidade. Pessoas conversam diariamente com inteligências artificiais por texto e voz. Governos e empresas estão substituindo pessoas por máquinas. Recentemente, empresas como Oracle, Microsoft e Amazon anunciaram demissões em larga escala. O Mercado Livre já opera centros de distribuição altamente automatizados. A Uber testa entregas por drones nos Estados Unidos. Guerras estão sendo travadas com uso intensivo de drones e inteligência artificial.
Enfim, aquela realidade que eu descrevia em 2017 já está presente. E nós, psicólogos, precisamos nos preparar para atuar diante dessas novas formas de consciência, interação e existência.
DOI para citação
https://zenodo.org/records/19836962